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29 Dez 2009 

Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido – e admirado – pelo mundo como "Pelé", nasceu a 23 de outubro de 1940, na pequena cidade de Três Corações, no Estado de Minas Gerais, Brasil. Ele foi batizado na igreja municipal, Igreja da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Seu pai, João Ramos do Nascimento, ou Dondinho, como era conhecido no meio futebolístico, também foi um jogador profissional. Ele era conhecido como um dos melhores cabeceadores de seu tempo.

Jogou como centroavante pelo Fluminense até que uma lesão o afastou do futebol profissional. Sua mãe, Maria Celeste, dedicava a Pelé e ao resto da família muita atenção e amor. Ainda criança, Pelé e sua família se mudaram para Bauru, no interior do Estado de São Paulo, onde ele aprendeu a dominar a arte do futebol. Certa vez, ele próprio confessou: "tenho três corações", referindo-se à sua cidade natal (Três Corações), a Bauru e a Santos.


A Carreira de Pelé


O primeiro trabalho de Pelé foi como engraxate. No entanto, ele nunca deixou de sonhar em jogar futebol.


A carreira futebolística de Pelé começou cedo. Após jogar em algumas equipes amadoras, como o Baquinho e o Sete de Setembro, aos onze anos, enquanto jogava em um time de pelada chamado Ameriquinha, ele foi descoberto por um antigo jogador da seleção brasileira de futebol chamado Waldemar de Brito. Waldemar constatou a habilidade de Pelé e o convidou a integrar o time que estava montando (Clube Atlético Bauru?).

Aos quinze anos, em 1956, Waldemar o levou à cidade de
São Paulo para fazer um teste em um time profissional: o Santos Futebol Clube. Naquele dia, Waldemar disse aos diretores do clube: "Este garoto ainda será o maior jogador de futebol do mundo."


O primeiro show de Pelé aconteceu a 7 de setembro de 1956, quando substituiu o centroavante Del Vecchio. Ele entrou em campo para marcar o sexto dos sete gols santistas na vitória por 7 x 1. Ele marcou aos 36 minutos do primeiro tempo, numa jogada armada por Raimundinho e Tite. Pelé recebeu um passe dentro da área, e, embora estivesse cercado por zagueiros, chutou a gol, mandando a bola por baixo do corpo do goleiro Zaluar. Este se tornou famoso como o primeiro goleiro a sofrer um gol do grande Pelé. Dali, a viagem até o topo foi rápida.

Em seu primeiro jogo não-amistoso pelo Santos, ele marcou quatro gols. Na temporada seguinte, já era regularmente escalado como titular e foi o artilheiro do Campeonato Paulista, com 32 gols.

Pouco tempo após a primeira temporada de Pelé pelo Santos, Sylvio Pirilo, técnico da seleção brasileira, o convocou. Quando Pelé tinha dezesseis anos, a 7 de julho de 1957, jogou pela primeira vez pela seleção brasileira, contra a Argentina, e acabou marcando o gol brasileiro na derrota por 2 x 1. Então veio a Copa do Mundo de 1958, quando o mundo conheceu a Pérola Negra. Sua velocidade atordoante e seus petardos fizeram cair os queixos de muitos. Tudo o que ele tinha a fazer era entrar em campo para a torcida explodir em alegres batucadas e cantos ressoantes. O apelido "O Rei" lhe foi dado pela imprensa francesa em 1961, após ele jogar umas poucas partidas pelo Santos na Europa.

Pelé em Copas do Mundo


Pelé disputou quatro Copas do Mundo: Suécia 1958, Chile 1962, Inglaterra 1966 e México 1970. Ele marcou doze gols em quatorze partidas em mundiais.


Suécia 1958


A primeira partida que Pelé jogou neste mundial foi a terceira do Brasil, contra a União Soviética. Ele foi escalado mediante requisição de dirigentes, que pediram a Vicente Feola, após a vitória sobre a Áustria por 3 x 0 e o empate frente à Inglaterra em 0 x 0, que colocasse Pelé e Garrincha em campo. Naquela partida contra a URSS, Pelé não marcou, mas o Brasil venceu por 2 x 0, com dois gols de Vavá. No jogo seguinte, contra o País de Gales, Pelé marcou o único gol. Na semi-final contra a França, Pelé marcou três, enquanto Vavá e Didi fizeram um gol cada. Na final contra a Suécia, Pelé marcou dois  Vavá mais dois e Zagalo mais um, o que valeu a vitória sobre os suecos por 5 x 2.


Chile 1962


Logo no primeiro jogo do Brasil, contra o México, Pelé marcou um gol e o Brasil venceu. Infelizmente, embora esta devesse ter sido a Copa de Pelé, o mundial terminou cedo para o grande astro. Após dez minutos de jogo contra a Tchecoslováquia, Pelé sofreu uma distensão muscular e deu adeus ao torneio. Amarildo o substituiu, e a Copa, então, tornou-se a Copa de Mané Garrincha.


Inglaterra 1966


Tudo parece haver dado errado para o Brasil nesta Copa. De alguma maneira, 43 jogadores foram convocados, e quando o time viajou para a Europa, dois dos melhores jogadores, o goleiro Valdir e o atacante Servílio, foram cortados. Na primeira partida, o Brasil venceu a Bulgária por um placar de 2 x 0, com um gol de Pelé e outro de Garrincha. O time perdeu para a Hungria por 3 x 1, e, no jogo seguinte, Pelé foi criminosamente caçado pelos portugueses, tendo que se retirar de campo após duas lesões.


México 1970


Nesta Copa, o Brasil tornou-se o detentor definitivo da Taça Jules Rimet. Na primeira partida, a seleção bateu a Tchecoslováquia por 4 x 1, com dois gols de Jairzinho, um de Pelé e um de Rivelino. Em seguida, derrotou a Inglaterra por 1 x 0, com um gol de Jairzinho. Logo veio outra vitória, desta vez contra a Romênia, por 3 x 2, com dois gols de Pelé e um de Jairzinho. Em seguida, o Brasil venceu o Peru por um placar de 4 x 2. Na semi-final contra o Uruguai, o Brasil deu um show, vencendo por 3 x 1.A final foi contra a Itália, e o Brasil a venceu por 4 x 1, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto. Nesta Copa, Pelé celebrizou até mesmo os gols que não fez, dando, entre outras jogadas geniais, ao goleiro inglês Gordon Banks a fama por ter feito a maior defesa da história dos mundiais, ao salvar uma bola cabeceada por Pelé.

Três Temporadas com o New York Cosmos


"Tudo começou em 1971, quando eu estava com o Santos em Kingston, Jamaica, e recebi uma visita do Senhor Clive Toye, gerente geral de um novo time de Nova York, chamado Cosmos; Phill Woosnam, que acabaria se tornando membro da North American Soccer League (Liga Norte-Americana de Futebol); e Kurt Lamm, secretário-geral da Federação de Futebol dos Estados Unidos. Eles queriam saber se eu aceitaria jogar pelo Cosmos quando deixasse o Santos.

Quando o Professor Mazzei traduziu suas intenções, eu disse: ‘Professor, diga a eles que estão malucos! Eu nunca jogarei para outro clube além do Santos!’ Três anos mais tarde, após minha última partida pelo Santos, Clive Toye me ligou de Nova York e me disse que o Cosmos gostaria de conversar comigo a propósito de um possível contrato.

E, após seis meses de reuniões em todos os cantos do mundo, recados, telegramas, telefonemas, eu decidi aceitar a proposta da Warner Communications, proprietária do New York Cosmos, para voltar ao futebol profissional por mais três temporadas."

O Inesquecível Pelé


Pelé era um homem capaz de mover multidões. No final dos anos 60, quando ele e o Santos foram jogar alguns amistosos na Nigéria, a guerra civil que ensangüentava o país parou durante sua visita. Quando foi aos Estados Unidos jogar pelo New York Cosmos, ele, sozinho, trouxe milhares de pessoas aos estádios. Pelé foi e ainda é um ídolo para bilhões de pessoas. Seu nome é pronunciado em todo o mundo com enorme carga de respeito.

Muitas pessoas famosas deram célebres declarações a respeito de Pelé:


"Como se soletra Pelé? D-E-U-S."
The Sunday Times, jornal londrino


"Se Pelé não tivesse nascido um homem, teria nascido uma bola."

Armando Nogueira, jornalista brasileiro


"Marcar mil gols, como Pelé, não é tão difícil. Marcar um gol como Pelé é."
Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro


"Após o quinto gol, eu queria era aplaudi-lo."

Sigge Parling, zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé durante a final da Copa do Mundo de 1958


"Eu pensei: ‘ele é feito de carne e osso, como eu.’
Eu me enganei."
Tarciso Burnigch, zagueiro italiano encarregado de marcar Pelé durante a final da Copa do Mundo de 1970.

"Cara, como você é popular!"
Robert Redford, após presenciar Pelé dando dezenas de autógrafos em Nova York, enquanto ninguém lhe pediu um sequer.


"Pelé nunca morrerá."
Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.


Em 1993, Pelé entrou para o Hall of Fame do futebol dos Estados Unidos. Após uma viagem a Lima, Peru, onde jogou uma partida, foi feita uma inscrição nas paredes do estádio: "Aqui jogou Pelé". Uma vez, ele chegou a interromper uma guerra na Nigéria. Um armistício de 48 horas foi assinado para que ambos os lados pudessem assistir a Pelé jogar alguns amistosos.

Ao se despedir da seleção brasileira em 18 de julho de 1971, duzentas mil pessoas choraram no monumental estádio do Maracanã quando ele deu sua histórica camisa 10 a um menino de dez anos.

Pelé é a única pessoa a haver vencido três Copas do Mundo como jogador (1958, 1962 e 1970), e a ter marcado 1281 (ou 1284) gols em 1363 partidas profissionais, o que provavelmente é o recorde mundial de todos os tempos em futebol. É uma média de 0,93 gols por jogo.

Em 1959, ele estabeleceu o recorde de gols em uma temporada do Campeonato Paulista – 126 gols.

Em 21 de novembro de 1969, ele marcou seu famoso milésimo gol em uma cobrança de pênalti aos 34 minutos de um jogo contra o Vasco da Gama, dedicando o feito "...às criancinhas pobres do Brasil...", além dos velhos e dos sofredores.

Pelé também participou do que veio a ser conhecido como "os anos dourados" da Taça Libertadores da América, de 1960 a 1963, durante os quais o grande Peñarol do Uruguai enfrentou o legendário Santos nas finais. O Peñarol venceu em 1960 e em 1961, enquanto o Santos se sagrou campeão nos dois anos seguintes.


Pelé definiu o papel do jogador de meio-campo criador de jogadas. Ele liderou alguns dos melhores jogadores brasileiros de todos os tempos: Vavá, Didi, Garrincha e outros. Muitos afirmam que Pelé teria sido o melhor em qualquer posição em que houvesse jogado.

Pelé chegou mesmo a insistir com o técnico do Santos que lhe permitisse jogar como goleiro. Em 19 de janeiro de 1964, ele substituiu o goleiro do Santos, Gilmar, que havia sido expulso, na semi-final da Copa do Brasil.

Por cinco minutos, após haver marcado três gols, Pelé jogou com a camisa um e realizou duas defesas espetaculares, garantindo a vaga santista na final.

A Despedida do Santos


Pelé jogou seus últimos 21 minutos pelo Santos Futebol Clube num jogo realizado em 3 de outubro de 1974, que teve início às 09:08 da noite. O Santos venceu a Ponte Preta por 2 x 0, com um gol de Cláudio Adão e um contra de Geraldo. No entanto, a partida terminou para os torcedores quando

"Aos 21 minutos de jogo, quando Pelé, inesperadamente, pegou a bola com as mãos, ajoelhou-se no meio do gramado e ergueu os braços, a torcida que estava em Vila Belmiro não pôde negar-se a um momento de surpresa. Mas, foi apenas um momento. Logo, ela compreendeu que Pelé estava determinando o final de sua carreira de maior jogador de futebol de todos os tempos."

Este foi o final da carreira de Pelé com a camisa alvinegra do Santos.

Em seguida, o grande Pelé foi levado aos Estados Unidos pelo New York Cosmos, numa tentativa de popularizar o esporte no país. E uma coisa que Pelé sabia fazer perfeitamente era popularizar o que ele bem entendesse, com sua grandeza, com seu talento, com sua imagem universal.

Fonte:
http://pele.m-qp-m.com/portuguese/pele.shtml


a seguir uma justa homenagem a Pelé:




07 Dez 2009 

George Harrison nasceu em família de origem irlandesa. Filho de Louise e Harold Harrison. Seu pai era motorista e militava no sindicato da categoria em Liverpool. A sua formação inicial se deu na Dovedale Road Infants & Juniors School, próxima à rua Penny Lane que mais tarde seria título de uma canção homônima de Paul McCartney. Nesta mesma escola também estudou John Lennon. Logo depois entrou no Liverpool Institute for Boys (atual Liverpool Institute for Performing Arts), onde conheceu Paul McCartney.

Aos 13 anos ganhou sua primeira guitarra. Formou um grupo chamado The Rebels, junto com seu irmão Pete e um amigo chamado Arthur Kelly. Tentou sem sucesso juntar-se ao grupo Alan Caldwell´s Texans (depois Rory Storm & The Hurricanes). Mais tarde juntou-se ao Les Stewart Quartet. George assistiu a várias apresentações do Quarry Men, de Paul e John. Juntou-se a eles em agosto de 1959. Em 1960, o grupo formado por John, Paul, George e Pete Best passou a se chamar The Beatles.

Em 1966, aos 23 anos, George Harrison casou-se com Patti Boyd e não tiveram filhos. Separaram-se em 1973 e Patti viria a se casar depois com Eric Clapton. George, em 1978, casou-se com Olivia Trinidad Arias, com quem tive o seu único filho. George é o responsável pela divulgação e introdução da música indiana junto à música pop. Quando os Beatles fizeram a primeira turnê nos Estados Unidos, George foi apresentado a Ravi Shankar por David Crosby que à época fazia parte da banda The Birds. Adquiriu uma cítara e começou a usá-la. Este instrumento pode ser ouvido pela primeira vez na canção "Norwegian Wood" no disco "Ruber Soul" dos Beatles.

George se aproximou do hinduísmo e viajou para a Índia juntamente com sua mulher e os companheiros do grupo. A influência do hinduísmo pode ser notada nas suas composições desse período, como "My Sweet Lord".


"Agora aguentamos melhor uns aos outros que quando nos conhecemos". George Harrison.


grupo Beatles foi um dos maiores fenômenos da música popular de todos os tempos. Ao longo de apenas oito anos, os Beatles mudaram a face do rock and roll, criando uma linguagem musical única e influenciando profundamente o comportamento dos jovens de sua época.

Alguns de seus maiores sucessos foram: "Love me do" (1962); "She loves you" (1963); "I Want you Hold your Hand" (1963); "Can't Buy me Love" (1964); "A Hard Day's Night" (1964); "Help!" (1965); "Eleanor Rigby" (1966); "Penny Lane" (1967); "Strawberry Fields Forever" (1967); "All you Need is Love" (1967); "Hey Jude" (1968); "Revolution" (1967); "Don't Let me Down" (1969); "Something" (1969); "Let it Be" (1970).

George Martin foi o produtor responsável pela maioria dos discos dos Beatles, tanto que era chamado de "o quinto beatle".

A discografia dos Beatles lançada no mundo todo compõe-se de 22 compactos e 13 LP's oficiais. Mas os discos lançados em diversos países têm repertório diferente das edições originais inglesas, isso porque as gravadoras locais faziam seleções diferentes, incluindo faixas que tinham sido bem-sucedidas nos discos anteriores. No Brasil, a partir de "Help", seguiu-se os originais ingleses.

O nome Beatles faz um trocadilho com "beetles" (besouros) e "beat" (batida ou compasso ritmado). Todos os integrantes do grupo - John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e
Ringo Starr - nasceram na cidade de Liverpool, na Inglaterra. O empresário do grupo, Brian Epstein foi quem descobriu os rapazes, vendo-os tocar num "pub" chamado "The Cavern Club".

O grupo gravou nos estúdios Abbey Road o compacto "Love me do"-"P.S. I Love You", com canções de Lennon e McCartney, lançado em 5 de outubro de 1962 pela Parlephone (EMI) e atingiu o número 17 nas paradas de sucesso inglesas.

Em 1963, John Lennon e Paul McCartney foram eleitos os melhores compositores do ano. Aumentou o número de shows e suas músicas não paravam de ser tocadas nas rádios. No ano seguinte os Beatles conquistaram os EUA. A fama do grupo interessou a indústria cinematográfica e não demorou para que os quatro rapazes de Liverpool aparecessem na grande tela do cinema nos filmes: "A Hard Day's Night" (1964), direção de Richard Lester; "Help!" (1965), do mesmo diretor; "Magical Mystery Tour" (1967), dirigido por eles mesmos; "Yellow Submarine" (desenho animado, 1968), direção de George Duning; e "Let it Be" (1970), direção de Michael Lindsay-Hogg.

As vendagens de discos foram enormes, as excursões um sucesso, as condecorações chegavam sem parar. Milhões de fãs de todas as idades em todo o mundo geraram uma verdadeira "beatlemania". Uma rápida aparição do grupo em qualquer lugar público produzia gritos histéricos, desmaios, cartas arremessadas e muito choro.

A crise da banda começou no final dos anos 60. John, Paul, George e Ringo não se satisfaziam com o desempenho dos Beatles nos shows. Além disso, os integrantes do grupo estavam cansados de tanto fanatismo e até de ameaças que recebiam. Em 1966 resolveram que fariam o último show nos Estados Unidos. No mesmo ano George Harrison viajou para a Índia e aprendeu a tocar cítara. John Lennon foi criticado pelo público por dizer que era mais conhecido que Jesus Cristo.

Em maio de 1967, Lennon declarou que os Beatles não fariam mais excursões e, em 27 de agosto, o empresário Brian Epstein, foi encontrado morto em sua casa por uma overdose de drogas. A crise piorou com o fracasso de vendas de "Magical Mistery Tour".

Em fevereiro de 1968, os Beatles viajaram para a Índia para estudar meditação transcendental com o Maharishi Mahesh Yogi. Em novembro gravaram o "Álbum Branco" e lançaram o desenho animado, "Yellow Submarine". Ringo Starr já queria abandonar a banda.

A presença de Yoko Ono, que se tornou "o quinto Beatle" gerava incômodo ao restante do grupo. O LP "Abbey Road" foi gravado em meio a grande insatisfação.



"Quando eu morrer, vocês poderiam fuçar nos meus cassetes também?". George Harrison, comentando sobre a fita de John Lennon que deu origem a "Free as a Bird", gravado pelos remanescentes dos Beatles.


George tinha preocupações humanitárias e em 1971 organizou o show "The Concert for Bangladesh" para arrecadar fundos para as vítimas da fome e refugiados de Bengladesh.

Poucas músicas só de autoria de George foram gravadas na época dos Beatles, entre elas, "I Need You", (1965, no disco "Help!"), "Taxman" (1966, no disco "Revolver"), "While My Guitar Gently Weeps" (de 1968, no disco "The White Álbum"), "Here Comes The Sun" e "Something" (de 1969, no disco "Abbey Road"), uma das canções mais gravadas de todos os tempos.

Com o fim dos Beatles em 1970, George empreendeu carreira solo, que já tinha se iniciado em 1968 quando lançou "Wonderwall Music". Seguiram-se os seguintes discos pela ordem: "Electronic Sound (1969), "All Things Must Pass" (1970), "The Concert for Bangladesh - Live", (1971), "Living in the Material World" (1973), "Dark Horse" (1974), "Extra Texture" (1975), "Thirty Three and & 1/3" (1976), "The Best of George Harrison" (1976), "George Harrison" (1979), "Somewhere in England" (1981), "Gone Troppo" (1982), "Cloud Nine" (1987), "Live in Japan" (1992), "The Best of Dark Horse" - 1976-1989 (1989) e "Brainwashed" (2002), lançado postumamente.

Desde 1976 George lançava seus discos pelo seu próprio selo, a Dark Horse.

George Harrison se envolveu também com o cinema britânico, a partir de 1979. Fundou a produtora Handmade Films (Filmes feitos a mão), que privilegiava o cinema independente. Foi o produtor executivo de dezenas de filmes, que incluem "Mona Lisa (1986), dirigido por Neil Jordan, "Five Corners" (1987), dirigido pelo americano Tony Bill, "Track 29" (1998), dirigido por Nicolas Roeg e "How to Get Ahead in Advertising (1989)", dirigido por Bruce Robinson.

George Harrison esteve no Brasil em 1979, mas não para se apresentar. Veio assistir a uma corrida de Fórmula da qual era aficcionado.

Em dezembro de 1999 o esquizofrênico Michael Abram invadiu a casa de campo de George e o golpeou no peito com uma faca. George se recuperou.

Seus problemas de saúde começaram em 1997, quando foi detectado um tumor cancerígeno na garganta. George foi operado, mas a doença provocou mestástase atacando o pulmão, vindo a falecer em novembro de 2001, aos 58 anos, na cidade de Los Angeles, EUA.


 "A melhor coisa é abrir os jornais e não achar a gente (os beatles) neles." Geoge Harrison.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/biografias/george-harrison.jhtm


A seguir uma justa homenagem a George Harrinson:





05 Nov 2009 

Luiz Gonzaga do Nascimento (13/12/1912, Exu (PE)
02/08/1989, Recife (PE)  

Era filho de Januário José Santos, lavrador e sanfoneiro, e de Ana Batista de Jesus, agricultora e dona de casa. Desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas, feiras e forrós.

Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário, mas já era conhecido como sanfoneiro. Viajou pelo Brasil como corneteiro e, de vez em quando se apresentava em festas, tocando sanfona. Deu baixa em 1939 e foi morar no Rio de Janeiro, levando sua primeira sanfona nova.

Passou a tocar nos mangues, no cais, em bares, nos cabarés da Lapa, além de se apresentar nas ruas, passando o chapéu para recolher dinheiro. Começou a participar de programas de calouros, inicialmente sem êxitos, até que, no programa de Ary Barroso, na Rádio Nacional, solou uma música sua, "Vira e mexe", e ficou em primeiro lugar. A partir de então, começou a participar de vários programas radiofônicos, inclusive gravando discos, como sanfoneiro, para outros artistas, até ser convidado para gravar como solista, em 1941.


"Mas doutor, uma esmola
à um homem que é são,
ou lhe mata de vergonha
ou vicia o cidadão."

(Luiz Gonzaga)


Prosseguiu fazendo programas de rádios, que estavam no auge e tinham artistas contratados. Trabalhou na Rádio Clube do Brasil e na Rádio Tamoio, e prosseguia gravando seus mais de 50 solos de sanfona. Em 1943, já na Rádio Nacional, passou a se vestir como vaqueiro nordestino e começou a parceria com Miguel Lima, que colocou letra em "Vira e mexe", transformando-a em "Chamego", com bastante sucesso. Nessa época, recebeu de Paulo Gracindo o apelido de Lua.

Sua pareceria com Miguel Lima decolou e várias músicas fizeram sucesso: "Dança, Mariquinha" e "Cortando Pano", "Penerô Xerém" e "Dezessete e Setecentos", agora gravadas pelo sanfoneiro e, também cantor, Luiz Lua Gonzaga. No mesmo ano, tornou-se parceiro do cearense Humberto Teixeira, com quem sedimentou o ritmo do baião, com músicas que tematizavam a cultura e os costumes nordestinos. Seus sucessos eram quase anuais: "Baião" e "Meu Pé de Serra" (1946), "Asa Branca" (1947), "Juazeiro" e "Mangaratiba" (1948) e "Paraíba" e "Baião de Dois" (1950).

Em 1945, assumiu a paternidade de Gonzaguinha, seu filho com a cantora e dançarina Odaléia. E, em 1948, casou-se com Helena das Neves. Dois anos depois, conheceu Zé Dantas, seu novo parceiro, pois Teixeira cumpria mandato de deputado estadual, afastando-se da música. Já em 1950, fizeram sucesso com "Cintura Fina" e "A Volta da Asa Branca". Nessa década, a música nordestina viveu sua fase áurea e Luiz Gonzaga virou o Rei do Baião.


"Quando oiei a terra ardendo
com a fogueira de São João

Eu perguntei, a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação" 

(Luiz Gonzaga)


Outros ritmos, como a bossa-nova, subiram ao palco, e o Rei do Baião voltou a fazer shows pelo interior, sem perder a popularidade. Zé Dantas faleceu em 1962 e o rei fez parcerias com Hervê Cordovil, João Silva e outros. "Triste Partida" (1964), de Patativa do Assaré, foi também um grande sucesso. Suas músicas começaram a ser regravadas pelos jovens cantores: Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Caetano Veloso, que o citavam como uma das influências. Durante os anos 70, fez shows no Teatro Municipal, de São Paulo e no Tereza Raquel, do Rio de Janeiro.

Nos anos 80, sua carreira tomou novo impulso. Gravou com Raimundo Fagner, Dominguinhos, Elba Ramalho, Milton Nascimento etc. Sua dupla com Gonzaguinha deu certo. Fizeram shows por todo o país com "A Vida de Viajante", passando a ser chamado de Gonzagão. Em 84, recebeu o primeiro disco de ouro com "Danado de Bom". Por esta época apresentou-se duas vezes na Europa; e começaram a surgir os livros sobre o homem simples e, por vezes, até ingênuo, que gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.

"Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei".

(Luiz Gonzaga)

FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u608.jhtm


A seguir uma justa homenagem, ao eterno Rei do Baião:


27 Out 2009 


O biógrafo de Vinicius, José Castello, autor do excelente livro "Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão - uma biografia" nos diz que o poeta foi um homem que viveu para se ultrapassar e para se desmentir. Para se entregar totalmente e fugir, depois, em definitivo. Para jogar, enfim, com as ilusões e com a credulidade, por saber que a vida nada mais é que uma forma encarnada de ficção. Foi, antes de tudo, um apaixonado — e a paixão, sabemos desde os gregos, é o terreno do indomável. Daí porque fazer sua biografia era obra ingrata.

Dele disse Carlos Drummond de Andrade: "Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural".  "Eu queria ter sido Vinicius de Moraes". Otto Lara Resende assim o definiu: "Manuel Bandeira viveu e morreu com as raízes enterradas no Recife. João Cabral continua ligado à cana-de-açúcar. Drummond nunca deixou de ser mineiro. Vinicius é um poeta em paz com a sua cidade, o Rio. É o único poeta carioca". Mas ele dizia nada mais ser que "um labirinto em busca de uma saída". 

O que torna Vinicius um grande poeta é a percepção do lado obscuro do homem. E a coragem de enfrentá-lo. Parte, desde o princípio, dos temas fundamentais: o mistério, a paixão e a morte. Quando deixa a poesia em segundo plano para se tornar show-man da MPB, para viver nove casamentos, para atravessar a vida viajando, Vinicius está exercendo, mais que nunca, o poder que Drummond descreve, sem conseguir dissimular sua imensa inveja: "Foi o único de nós que teve a vida de poeta".



"São demais os perigos desta vida
Pra quem tem paixão principalmente
Quando uma lua chega de repente
E se deixa no céu, como esquecida
E se ao luar que atua desvairado
Vem se unir uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado 
Porque deve andar perto uma mulher..."  VINICIUS DE MORAES.

Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes aos nove anos de idade parece que pressente o poeta: vai, com a irmã Lygia ao cartório na Rua São José, centro do Rio, e altera seu nome para Vinicius de Moraes. Nascido em 19-10-1913, na Rua Lopes Quintas, 114 — bairro da Gávea, na Cidade Maravilhosa, desde cedo demonstra seu pendor para a poesia. Criado por sua mãe, Lydia Cruz de Moraes, que, dentre outras qualidades, era exímia pianista, e ao lado do pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, poeta bissexto, Vinicius cresce morando em diversos bairros do Rio, infância e juventude depois contadas em seus versos, que refletiam o pensamento da geração de 1940 em diante.

Em 1916, a família muda-se para a rua Voluntários da Pátria, 129, no bairro de Botafogo, passando a residir com os avós paternos, Maria da Conceição de Mello Moraes e Anthero Pereira da Silva Moraes. No ano seguinte mudam-se para a rua da Passagem, 100, no mesmo bairro. Nasce seu irmão Helius. Com a irmão Lydia, passa a freqüentar a escola primária Afrânio Peixoto, à rua da Matriz.

Em 1920, por disposição de seu avô materno, é batizado na maçonaria, cerimônia que lhe causaria grande impressão. Após três outras mudanças, em 1922 a família transfere-se para a Ilha do Governador, na praia de Cocotá, 109-A. Faz sua primeira comunhão na Matriz da rua Voluntários da Pátria, no ano seguinte.



"A gente não faz amigos, reconhece-os". Vinicius de Moraes.


Em 1924, inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente. Começa a cantar no coro do colégio nas missas de domingo, criando fortes laços de amizade com seus colegas Moacyr Veloso Cardoso de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este sobrinho de Raul Pompéia. Participa, como ator, em peças infantis.

Torna-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajóz, em 1927, com os quais começa a compor. Com eles, e alguns colegas do colégio, forma um pequeno conjunto musical que atua em festinhas, em casas de famílias conhecidas. Compõe, no ano seguinte, com os irmãos Tapajóz, "Loura ou morena" e "Canção da noite", que têm grande sucesso.  Nessa época, namora invariavelmente todas as amigas de sua irmã Laetitia.

A família volta a morar na rua Lopes Quintas em 1929, ano em que Vinicius bacharela-se em Letras no Santo Inácio. No ano seguinte entra para a faculdade de Direito da rua do Catete, sem vocação especial. Defende tese sobre a vinda de d. João VI para o Brasil, para ingressar no "Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais" (CAJU), tornando-se amigo de Otávio de Faria, San Thiago Dantas, Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio Doyle. Em 1931, entra para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR). Forma-se em Direito e termina o Curso de Oficial da Reserva, em 1933. Estimulado por Otávio de Faria, publica seu primeiro livro, O caminho para a distância, na Schimidt Editora. Forma e exegese, seu livro de poesias lançado em 1935, ganha o prêmio Felipe d'Oliveira.



"O uísque é o melhor amigo do homem. É o cachorro engarrafado". Vinicius de Moraes.


Em 1936, substitui Prudente de Moraes Neto como representante do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica. Publica, em separata, o poema "Ariana, a mulher". Conhece o poeta Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo.

Em 1938, é agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford, para onde parte em agosto daquele ano. Trabalha como assistente do programa brasileiro da BBC. Conhece, então, na casa de Augusto Frederico Schmidt, o poeta e músico Jayme Ovalle, de quem se tornaria um dos maiores amigos. Instado por outro grande amigo, Otávio de Faria, a se tornar um poeta mais com os pés no chão, e não o "inquilino do sublime" como, então, o chamou, lança Novos Poemas. Seguindo esta mesma linha, são lançados, posteriormente, Cinco Elegias, em 1943, e Poemas, Sonetos e Baladas, escrito em 1946, que já começam a  mostrar o poeta sensual e lírico, mas, como ele próprio disse, um "poeta do cotidiano".

No ano seguinte, casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello. No final desse ano, retorna ao Brasil devido à eclosão da II Grande Guerra. Parte da viagem é feita em companhia de Oswald de Andrade.

O ano de 1940 marca o nascimento de sua primeira filha, Suzana. Torna-se amigo de Mário de Andrade. Estréia como crítico de cinema e colaborador no Suplemento Literário do jornal "A Manhã", em companhia de Cecília Meireles, Manuel Bandeira e Afonso Arinos de Melo Franco, sob a orientação de Múcio Leão e Cassiano Ricardo, em 1941.



"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". Vinicius de Moraes.


Vinicius, amante da sétima arte, inicia seus estudos de cinema com Orson Welles e Gregg Toland.  Lança, com Alex Viany, a revista Film, em 1947. Em 1949, João Cabral de Melo Neto tira, em sua prensa manual, em Barcelona, uma edição de cinqüenta exemplares de seu poema Pátria Minha. Visita o poeta Pablo Neruda, no México, que se encontrava gravemente enfermo. Ali conhece o pinto Diogo Siqueiros e reencontra o pintos Di Cavalcanti. Morre seu pai. Volta ao Brasil, em 1950. No ano seguinte, casa-se, pela segunda vez, com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli. A convite de Samuel Wainer, começa a colaborar no jornal "Última Hora", como cronista diário e posteriormente crítico de cinema.

Em 1952, é nomeado delegado junto ao Festival de Punta del Este, fazendo paralelamente sua cobertura para "Última Hora". Terminado o evento, parte para a Europa, encarregado de estudar a organização dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização do Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações do IV Centenário da cidade. Em Paris, conhece seu tradutor francês, Jean Georges Rueff, com quem trabalha, em Estrasburgo, na tradução de suas  Cinco Elegias. Sob encomenda do diretor Alberto Cavalcanti, com seus primos Humberto e José Francheschi, visita, fotografa e filma as cidades mineiras que compõem o roteiro do Aleijadinho, com vistas à realização de um filme sobre a vida do escultor.

Em 1953, nasce sua filha Georgiana. Compõe seu primeiro samba, música e letra, "Quando tu passas por mim". Faz crônicas diárias para o jornal "A Vanguarda" e colabora no tablóide semanário "Flan", de "Última Hora". Parte para Paris como segundo secretário de Embaixada. Escreve Orfeu da Conceição, obra que seria premiada no Concurso de Teatro do IV Centenário da Cidade de São Paulo no ano seguinte, e que teve montagem teatral em 1956, com cenários de Oscar Niemeyer. Posteriormente transformada em filme (com o nome de Orfeu negro) pelo diretor francês Marcel Camus, em 1959, obteve grande sucesso internacional, tendo sido premiada com a Palma de Ouro no Festival de Cannes e com o Oscar, em Hollywood, como o melhor filme estrangeiro do ano. Nesse filme acontece seu primeiro trabalho com Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim).


"Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu"...  Vinicius de Moraes.


Em 1956, retorna à pátria, no gozo de licença-prêmio. Nasce sua filha, Luciana. A convite de Jorge Amado, colabora no quinzenário "Para Todos", onde publica, na primeira edição, o poema O operário em construção. A peça Orfeu da Conceição é encenada no Teatro Municipal, que aparece também em edição comemorativa de luxo, ilustrada por Carlos Scliar. As músicas do espetáculo são de autoria de Antônio Carlos Jobim, dando início a uma parceria que, tempos depois, com a inclusão do cantor e violonista João Gilberto, daria início ao movimento de renovação da música popular brasileira que se convencionou chamar  de bossa nova. Retorna ao posto, em Paris, no final do ano.

Publica Livro de Sonetos, em edição de Livros de Portugal, em 1957. É transferido da Embaixada em Paris para a Delegação do Brasil junto à UNESCO. No final do ano é transferido para Montevidéu, regressando, em trânsito, ao Brasil.

Em 1958, sofre um grave acidente de automóvel. Casa-se com Maria Lúcia Proença. Parte para Montevidéu. Sai o LP "Canção do amor demais", de músicas suas com Antônio Carlos Jobim, cantadas por Elizete Cardoso. No disco ouve-se, pela primeira vez, a batida da bossa nova, no violão de João Gilberto, que acompanha a cantora em algumas faixas, entre as quais o samba "Chega de saudade", considerado o marco inicial do movimento. 1959 marca o lançamento do LP "Por toda a minha vida", de canções suas com Jobim, pela cantora Lenita Bruno. Casa-se sua filha Susana.



"Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar ninguém"... Vinicius de Moraes.

No ano seguinte é lançado o livro Para uma menina com uma flor. São feitos documentários sobre o poeta pelas televisões americana, alemã, italiana e francesa. Seu "Samba da benção", em parceria com Baden Powell, é incluído, em versão do compositor e ator Pierre Barouh, no filme "Un homme... une femme", vencedor do Festival de Cannes do mesmo ano. Vinicius participa do juri desse festival.

Em 1967, sai a sexta edição de sua Antologia Poética e a segunda de Livro de Sonetos (aumentada). Faz parte do júri do Festival de Música Jovem, na Bahia. Ocorre a estréia do filme "Garota de Ipanema". É colocado à disposição do governo de Minas Gerais no sentido de estudar a realização anual de um Festival de Arte em Ouro Preto. Falece sua mãe, em 25 de fevereiro de 1968. Aparece a primeira edição de sua Obra Poética. Seus poemas são traduzidos para o italiano por Ungaretti.

Em 1969, é exonerado do Itamaraty. Casa-se com Cristina Gurjão, com quem tem uma filha chamada Maria. No ano seguinte, casa-se com a atriz baiana Gesse Gessy. Inicia parceria com o violonista Toquinho. Em 1971, muda-se para Salvador, Bahia. Viaja pela Itália, numa espécie de auto-exílio. No ano seguinte, com Toquinho, lança naquele país o LP "Per vivere un grande amore".

A Pablo Neruda é lançado em 1973. Trabalha, no ano seguinte, no roteiro, não concretizado, do filme "Polichinelo". Participa de show com Toquinho e a cantora Maria Creuza, no Rio. Confirmando os boatos de que o governo o perseguia, excursiona pela Europa e grava dois discos na Itália com Toquinho, em 1975. Em 1976, novo casamento, agora com Marta Rodrigues Santamaria. Escreve as letras de "Deus lhe pague", em parceria com Edu Lobo.



"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida". Vinicius de Moraes.


Participa de show na casa de espetáculos "Canecão", no Rio, com Tom Jobim, Toquinho e Miúcha.  Grava um LP em Paris, com Toquinho, em 1977.

No ano seguinte, excursiona com Toquinho pela Europa. Casa-se com Gilda de Queirós Matoso.

Em 1979, participa de leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), a convite do líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Voltando de viagem à Europa, sofre um derrame cerebral no avião. Perdem-se, na ocasião, os originais de
Roteiro lírico e sentimental da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

No dia 17 de abril de 1980, é operado para a instalação de um dreno cerebral. Morre, na manhã de 09 de julho, de edema pulmonar, em sua casa na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher. Extraviam-se os originais de seu livro
O deve e o haver.

"Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo". Vinicius de Moraes.


A seguir uma justa homenagem ao poetinha, Vinicius.



 


28 Set 2009 

Jimi Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix, mais tarde James Marshall Hendrix; Seattle, 27 de novembro de 1942 — Londres, 18 de setembro de 1970) foi um guitarrista, cantor, compositor e produtor norte-americano, amplamente considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock.


Como guitarrista, ele se inspirou nas inovações de músicos do blues, tais como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, assim como nos guitarristas de R&B (rhythm and blues), tais como Curtis Mayfield. Jimi Hendrix é considerado por muitos como: o melhor e mais influente guitarrista de todos os tempos. Ademais, ele ampliou a tradição da guitarra no rock, apesar de guitarristas anteriores, como Dave Davies (de The Kinks), e Pete Townshend (de The Who) terem empregado recursos como o "feedback" (microfonia), distorção e outros efeitos especiais.


Já Hendrix, graças às suas raízes no blues, na soul music e no R&B, foi capaz de usar estes recursos de uma forma que transcendia suas fontes. Ele também foi um letrista cujas composições foram tocadas por inúmeros artistas. Como produtor musical, foi um dos primeiros a usar o estúdio de gravação como extensão das suas ideias musicais. Assim, a sua importância como estrela do rock coloca-o ao nível de figuras como Chuck Berry, John Lennon Paul McCartney, Elvis Presley, Bob Dylan e Mick Jagger.

Nascido em Seattle, Washington, Hendrix cresceu tímido e sensível, tendo de ser o responsável por cuidar de seu irmão mais novo, Leon Hendrix, profundamente afetado por problemas familiares, tais como o divórcio dos seus pais em 1951 e a morte de sua mãe em 1958, quando ele tinha apenas 16 anos. Era muito afeiçoado à sua avó materna, que possuía sangue cherokee, e que incutiu no jovem Jimi um forte sentido de orgulho de seus ancestrais nativos norte-americanos. No mesmo ano, o seu pai, chamado Al Hendrix, deu-lhe um ukelele (instrumento de 4 cordas, introduzido no Havaí pelos portugueses no século XVII), e posteriormente comprou, por apenas US$ 5 dólares, uma guitarra acústica, pondo-o no caminho da sua futura vocação.


"Minha filosofia pessoal é minha música. Nada menos que a música - vida - isso é tudo."  Jimi Hendrix.


Depois de tocar com várias bandas locais de Seattle, Hendrix alistou-se ao exército, juntando-se à 101-a Divisão Aerotransportada (101st Airborne Division) baseada em Fort Campbell, Kentucky, a 80 km da cidade de Nashville, no Tennessee, como pára-quedista. Ali ele serviu por menos de 1 ano e recebeu dispensa médica após fraturar o tornozelo em um salto. Mais tarde ele diria que o som do ar assobiando no pára-quedas era uma das fontes de inspiração para o seu som "espacial" na guitarra.


Não há nenhum registo médico no exército americano sobre a dispensa de Hendrix. Em 2005, Charles Cross, que foi autor da biografia do líder do Nirvana, Kurt Cobain, publicou no seu livro "Room Full of Mirrors", que o guitarrista alegou estar apaixonado por um dos seus colegas do seu agrupamento, numa visita ao serviço psiquiátrico em 1962, em Fort Campbell (Estado do Kentucky). Aquilo era mentira, segundo Cross, que relata a preferência do músico por mulheres. "Ele queria apenas escapar do exército para se dedicar à música."


Hendrix, que se alistou como voluntário para a guerra do Vietnã, nunca esteve em combate, porém as suas gravações tornaram-se as favoritas entre os soldados que lá lutavam. Inicialmente levou uma vida precária tocando em bandas de apoio a músicos de soul e blues como Curtis Knight, B. B. King, e Little Richard em 1965. Sua primeira aparição destacada foi com os Isley Brothers, principalmente no "Testify" em 1964.


Por volta de 1966, ele já tinha sua própria banda, Jimmy James and the Blue Flames (que incluia Randy Califórnia, mais tarde guitarrista do Spirit) e uma residência no Cafe Wha?, localizado na cidade de Nova Iorque. Foi durante este período que Hendrix conheceu e trabalhou com a cantora e guitarrista Ellen McIlwaine e também com o guitarrista Jeff "Skunk" Baxter (mais tarde integrante dos grupos Steely Dan e The Doobie Brothers) assim como o iconoclasta Frank Zappa, cuja banda The Mothers of Invention tocava no Garrick Theatre, no Greenwich Village novaiorquino. Foi Zappa que apresentou Hendrix ao recém-criado pedal de "wah-wah", um pedal de efeito sonoro do qual Hendrix rapidamente se tornou mestre notável e que se transformou em parte integrante de sua música.


" As vezes em que queimei minha guitarra foi como um sacrifício. Você sacrifica as coisas que você ama. Eu amo a minha guitarra." Jimi Hendrix



Foi enquanto tocava com o "The Blue Flames" no Cafe Wha? que Hendrix foi descoberto por Chas Chandler, baixista do famoso grupo de rock britânico The Animals. Chandler levou-o para a Inglaterra, levou-o a um contrato de agenciamento e produção com seu produtor musical e ajudou-o a formar uma nova banda, The Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o percussionista Mitch Mitchell.


Durante as suas primeiras apresentações em clubes de Londres, o nome da nova estrela espalhou-se como fogo pela indústria musical britânica. Os seus shows e musicalidade criaram fãs rapidamente, entre eles os guitarristas Eric Clapton e Jeff Beck, assim como os Beatles e o The Who, cujos produtores imediatamente encaminharam Hendrix para o selo que produzia o The Who: a Track Records. O primeiro "single" desta parceria, uma regravação de "Hey Joe", se tornou quase que um padrão para as bandas de rock da época.


Mais sucesso veio em seguida, com a incendiária "Purple Haze" e a balada "The Wind Cries Mary". Estas duas e ainda "Hey Joe" chegaram na época ao chamado "Top 10". Agora, finalmente estabelecido no Reino Unido como importante estrela de rock, Hendrix e sua namorada Kathy Etchingham mudaram-se para uma casa no centro de Londres, que um dia pertencera ao compositor barroco Georg Friedrich Händel (antigo compositor clássico).

Em Agosto de 1969, no entanto, Hendrix formou uma nova banda, chamada Gypsy Suns and Rainbows, para tocar no Festival de Woodstock. Ela tinha Hendrix na guitarra, Billy Cox no baixo, Mitch Mitchell na bateria, Larry Lee na guitarra base e Jerry Velez e Juma Sultan na bateria e percussão. O show, apesar de notoriamente sem ensaio e desigual na performance (Hendrix estava, dizem, sob o efeito de uma dose potente de LSD tomada pouco antes de subir ao palco) e tocado para uma platéia celebrante que se esvaziava lentamente, possui uma extraordinária versão instrumental improvisada do hino nacional norte-americano, The Star Spangled Banner, distorcida e quase irreconhecivél e acompanhada de sons de guerra, como metralhadoras e bombas, produzidos por Hendrix em sua guitarra (a criação desses efeitos foi inovadora, expandindo para além das técnicas tradicionais das guitarras elétricas). Essa execução foi descrita por muitos como a declaração da inquietude de uma geração da sociedade americana, e por outros como uma gozação antiamericana, estranhamente simbólica da beleza, espontaneidade e tragédia que estavam embutidas na vida de Hendrix. Foi uma execução inesquecível relembrada por gerações. Quando lhe foi perguntado no Dick Cavett Show se estava consciente de toda a polêmica que havia causado com a performance, Hendrix simplesmente declarou: "Eu achei que foi lindo."



"Eu queria que tivessem guitarras elétricas nos campos de algodão nos bons e velhos tempos. Um monte de coisas teria sido evitada."  Jimi Hendrix.



O Gypsy Suns and Rainbows teve vida curta, e Hendrix formou um novo trio com velhos amigos, o Band of Gypsys, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo e Buddy Miles na bateria, para quatro memoráveis concertos na véspera do Ano Novo de 1969/1970. Felizmente os concertos foram gravados, capturando várias peças memoráveis, incluindo o que muitos acham ser uma das maiores performances ao vivo de Hendrix, uma explosiva execução de 12 minutos do seu épico antiguerra 'Machine Gun'.


No entanto, sua associação com Miles não foi muito longa, e terminou repentinamente durante um concerto no Madison Square Garden em 28 de Janeiro de 1970, quando Hendrix foi embora depois de tocar apenas duas músicas, dizendo à platéia: "Desculpem por não conseguirmos nos entender". Miles posteriormente declarou durante uma entrevista de TV que Hendrix sentia que estava perdendo evidência para outros músicos. Passou o resto daquele ano em gravações sempre que arranjasse tempo, frequentemente com Mitch Mitchell, e tentando levar adiante o projeto Rainbow Brigde, uma super ambiciosa combinação de filme/álbum/concerto no Havaí. Em 26 de Julho Hendrix tocou no Sick's Stadium, em sua cidade natal, Seattle.


Em Agosto ele tocou no Festival da Ilha de Wight com Mitchell e Cox, expressando desapontamento no palco em face do clamor de seus fãs por ouvir seus antigos sucessos, em lugar de suas novas idéias, mesmo tendo momentos memoráveis (inclusive Jimi Hendrix executando a clássica "Machine Gun", com 18 minutos). Em 6 de Setembro, durante sua última turnê européia, Hendrix foi recebido com vaias e zombarias por fãs, quanto se apresentou no Festival de Fehmarn, na Alemanha, em meio a uma atmosfera de baderna. O baixista Billy Cox deixou a turnê e retornou aos Estados Unidos depois de supostamente ter utilizado fenilciclidina (N.T. substância analgésica).


Jimi Hendrix morreu em Londres nas primeiras horas de 18 de Setembro de 1970, em circunstâncias que nunca foram completamente explicadas. Havia passado parte da noite anterior numa festa, onde a namorada Monika Dannemann o havia buscado, e ambos seguiram para o Hotel Samarkand, no número 22 da Lansdowne Crescent, em Notting Hill. Estimativas indicam que ele teria morrido pouco tempo depois.


"Quando eu morrer, continuem tocando os discos."  Jimi Hendrix.



Dannemann alegou em seu depoimento original que Hendrix teria tomado (sem que ela soubesse), na noite anterior, nove comprimidos de um remédio para dormir que ela utilizava. De acordo com o médico que o atendeu inicialmente, Hendrix tinha se asfixiado (literalmente afogado) em seu próprio vômito, composto principalmente de vinho tinto. Por anos Dannemann alegou publicamente que Hendrix ainda estava vivo quando o colocaram na ambulância; seus comentários sobre aquela manhã, no entanto, foram frequentemente contraditórios, e variaram de entrevista para entrevista. Declarações de policiais e paramédicos revelam que não havia ninguém além de Hendrix no apartamento, e que não apenas ele estava morto quando chegaram à cena, mas também estava totalmente vestido, e já estava morto há algum tempo.


As letras de uma canção composta por Hendrix e encontradas no apartamento levaram Eric Burdon a fazer um anúncio prematuro no programa 24 Hours, da BBC, de que Hendrix teria cometido suicídio. Depois de um processo por difamação movido em 1996 pela namorada inglesa de Hendrix por anos, Kathy Etchingham, Monika Dannemann cometeu suicídio - embora seu último amante, Uli Jon Roth, tenha feito acusações de que ela teria sido assassinada.

Parte do estilo único de Hendrix se deve ao fato dele ter sido um canhoto que tocava uma guitarra para destros virada ao contrário . Embora ele tivesse e usasse diversos modelos de guitarra durante sua carreira (incluindo uma Gibson Flying V que ele decorara com motivos psicodélicos), sua guitarra preferida, e que será sempre associada a ele, era a Fender Stratocaster, ou "Strat". Ele comprou sua primeira Strat por volta de 1965, e usou-as quase constantemente durante o resto de sua vida.

Hendrix foi também um revolucionário no desenvolvimento da amplificação e dos efeitos com a guitarra moderna. Sua alta energia no palco e volume elevado com o qual tocava requeriam amplificadores robustos e potentes. Durante os primeiros meses de sua turnê inicial ele usou amplificadores Vox e Fender, mas ele rapidamente descobriu que eles não podiam aguentar o rigor de um show do Experience. Felizmente ele descobriu o alcance dos amplificadores de guitarra de alta potência fabricados pelo engenheiro de áudio inglês Jim Marshall e eles se mostraram perfeitos para as necessidades de Jimi. Assim como ocorreu com a Strat, Hendrix foi o principal promotor da popularidade das "Pilhas Marshall" e os amplificadores Marshall foram cruciais na modelagem do seu som pesado e saturado, habilitando-o a controlar o uso criativo de "feedback" (N.T. microfonia) como efeito musical.



"Se eu sou livre, é porque estou sempre fugindo." Jimi Hendrix.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jimi_Hendrix


A seguir uma homenagem a Jimi Hendrix, com partes do seu memorável show em Woodstock.



21 Set 2009 

Filho do casal Raul Varella Seixas e Maria Eugênia Seixas, Raul cresceu na cidade de Salvador um tanto estagnada, alheia aos progressos de uma modernidade que passava ao largo da capital baiana. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas.


Em casa obtém uma cultura que o faz adiantar-se àquilo que era ensinado nas escolas, mergulhando nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai. Até o final de sua vida, sempre foi avançado para sua época, o que é comprovado pelas músicas por ele compostas e que até hoje são executadas.

Seu gosto musical foi se moldando: primeiro, no rádio, acompanha o sucesso de Luiz Gonzaga, e nas viagens, onde acompanha o pai (inspetor de ferrovia), ouve os matutos desfiarem repentes - e esta "raiz" nordestina nunca o abandonara. Raul Seixas era um garoto muito tímido na infância e na adolescência, e só vivia trancado no quarto lendo e compondo. Seu sonho no inicio era ser um escritor, até o Rock n Roll aparecer em sua vida. Nesse momento, nas telas dos cinemas, encanta-se com o talento de Elvis Presley, de quem torna-se fã - e aponta-lhe o rumo musical: o Rock'n Roll. Sempre gostou também de clássicos do rock dos anos 50 e 60.


Juntamente com alguns amigos de Salvador, monta um conjunto, "Os Relâmpagos do Rock", mais tarde "The Panters", e por último conhecido como "Raulzito e os Panteras". Fazem shows no estado, e, a convite do amigo Jerry Adriani, vai para o Rio de Janeiro gravar um disco pela gravadora Odeon, em 1967 - que foi um total fracasso.



"Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade". Raul Seixas.



Após algum tempo, volta ao Rio, em 1970-71, contratado por outra gravadora - a CBS (atual Sony BMG). Ali participa da produção de diversos artistas da Jovem Guarda, como Jerry Adriani, Leno e Lilian e mais tarde Sérgio Sampaio, Diana, entre outros. Também compõe mais de 80 músicas para a Jovem Guarda, algumas de muito sucesso, como: Doce, Doce, Doce Amor, Sha-la-la-la, Tudo que é bom dura pouco, Ainda queima a esperança, e outras.


Mas nos anos 70 Raul acaba se rebelando. Aproveitando a ausência do presidente da empresa, Evandro Ribeiro, grava seu segundo LP (intitulado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10), em que faz parceria com Sérgio Sampaio, Miriam Batucada e Edy Star. O disco, todavia, foi retirado do mercado sob o argumento de não se enquadrar à linha de atuação da gravadora.


Em 1972 participou do VII FIC (Festival Internacional da Canção), promovido pela Rede Globo, e conseguiu a classificação de duas músicas, "Let me sing" (um misto de baião e rockabilly) e "Eu Sou Eu Nicuri é o Diabo", o que lhe deu projeção nacional.

No ano de 1973, Raul conseguiu um grande e estrondoso sucesso com a música "Ouro de Tolo", uma música com letra quase autobiográfica, mas também um deboche com a Ditadura e o Milagre econômico.


"Todos os partidos são variantes do absolutismo. Não fundaremos mais partidos; o Estado é o seu estado de espírito". Raul Seixas.


No mesmo ano foi contratado pela Philips (atual Universal Music), onde gravou o LP Krig-Ha, Bandolo, com o qual Raul finalmente alcançou o sucesso, estabelecendo a parceria com o hoje escritor Paulo Coelho e lançando músicas que viraram grandes HITS e clássicos, como: Metamorfose Ambulante, Mosca na Sopa, Ouro de Tolo, Al Capone, e etc. O Krig-Ha Bandolo seria desde então uma grande referência da Obra de Raul.

Raul Seixas finalmente alcançou grande repercussão nacional como uma grande promessa de um novo compositor e cantor. Porém logo a imprensa e os fãs da época foram aos poucos percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.

No ano de 1974, por divulgar a Sociedade Alternativa, com Paulo Coelho nas suas apresentações, acabou sendo preso e torturado pelo DOPS, exilando-se nos Estados Unidos. No entanto, o sucesso do seu LP Gita e da música Gita, que lhe rendeu um disco de ouro, após vender 600.000 cópias, fazem-no retornar ao Brasil. Neste ano separa-se de sua primeira mulher, Edith Wisner, com quem teve uma filha chamada Simone. Em 1975, casa-se com Gloria Vaquer, e grava o LP "Novo Aeon", onde Raul compôs, uma de suas músicas mais conhecidas, Tente Outra Vez.


Em 1976, grava o disco "Há Dez Mil Anos Atrás", que também é um LP recheado de clássicas composições, e tem sua segunda filha, Scarlet.

Raul Seixas lançou mais outros três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e desgosto na crítica (O Dia Em Que A Terra Parou, Mata Virgem e Por Quem Os Sinos Dobram). Por volta deste período, intensifica-se a parceria com o amigo Cláudio Roberto, com quem Raul comporia várias de suas canções mais conhecidas, como "Maluco Beleza", "O Dia em que a Terra Parou", "Rock das Aranhas", "Aluga-se" etc.


A partir do ano de 1978, começa a ter problemas de saúde devido ao consumo de álcool, que lhe causa a perda de 1/3 do pâncreas. Separa-se de Glória, que vai embora para os EUA levando a filha Scarlet. Neste ano, conhece Tania Menna Barreto, com quem passa a viver. No ano de 1979, separa-se de Tania. Começa então a depressão de Raul Seixas junto com uma internação para tratar do alcoolismo,. Conhece Angela Affonso Costa, a Kika Seixas, sua quarta companheira.


"Sou o que sou
porque vivo da minha maneira...
Você procurando respostas olhando pro espaço,
e eu tão ocupado vivendo...
Eu não me pergunto,
Eu faço!"
  Raul Seixas.


No ano de 1980, assinando novamente contrato com a CBS, lançou apenas mais um álbum (Abre-te Sésamo) e rescindiu o contrato.

Em 1981 nasce a terceira filha, Vivian, fruto de seu casamento com Kika.

Em 1982 faz um show histórico na praia do Gonzaga, em Santos, reunindo mais de 150 mil pessoas.


Seus dois discos seguintes (Raul Seixas - 1983 e Metrô linha 743 - 1984) e o livro As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor fizeram sucesso, mas depois Raul teve as portas fechadas novamente, devido ao seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação.


Em 1985, separa-se de Kika Seixas. Faz um show, em 1 de dezembro deste ano, no Estádio Lauro Gomes, na cidade de São Bernardo do Campo. Só voltaria a pisar no palco no ano de 1988, ao lado de Marcelo Nova.

Conseguindo um contrato com a gravadora Copacabana, em 1986 (de propriedade da EMI), grava um disco que foi grande sucesso entre os fãs, (UAH-BAP-LU-BAP-LA-BEIN-BUM - 1987) estando presente até em programas de televisão, como o Fantástico. Nesta época, conhece Lena Coutinho, que se torna sua companheira. A partir desse ano, estreita relações com Marcelo Nova (fazendo uma participação no LP "Duplo Sentido", da banda Camisa de Vênus).


Um ano mais tarde, 1988, já sozinho, faz seu último álbum solo (A Pedra do Gênesis). A convite de Nova, faz alguns shows em Salvador, após três anos sem pisar num palco. No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, agora parceiro musical, totalizando mais de 50 apresentações pelo Brasil.

"Quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"...
Raul Seixas.

O último disco lançado em vida foi feito em parceria com Marcelo Nova, intitulado A Panela do Diabo, que foi lançado pela Warner Music Brasil um dia após sua morte. Raul Seixas faleceu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos. Seu corpo foi encontrado às oito horas da manhã, pela sua empregada, Dalva. Foi vítima de parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante. O LP A Panela do Diabo vendeu 150.000 cópias, rendendo ao Raul um disco de ouro póstumo, entregue à sua família e também a Marcelo Nova (parceiro de Raul, com quem gravou o LP), tornando-se assim um dos discos de maior sucesso do eterno Maluco Beleza.

Depois de sua morte, Raul permaneceu entre as paradas de sucesso. Foram produzidos vários álbuns póstumos, como O Baú do Raul (1992), Metamorfose Ambulante (1993), Documento (1998), Anarkilópolis (2003) e Raul Seixas - Série BIS Duplo (2005). Sua penúltima mulher, Kika, já produziu um livro do cantor (O Baú do Raul), baseado em escritos dos diários de Raulzito desde os 6 anos de idade até a sua morte.

Muitos dos fãs de Raul Seixas consideram uma das marcas mais fortes nas suas músicas a sua capacidade de, através de um estilo jovial e descontraído, transmitir mensagens ou fazer questionamentos sobre temas como o amor, a vida, e a existência em si.


Das canções que Raulzito deixou, muitas foram aquelas que permaneceram eternizadas pelo gosto do público. Entre elas, Maluco Beleza, Metamorfose Ambulante, Sociedade Alternativa, Gîtâ, Eu nasci há 10 mil anos atrás, Medo da Chuva e Tente Outra Vez. Entre os fãs, costumam aparecer também outras músicas, entre elas, Ouro de Tolo, S.O.S., Mosca na Sopa, Eu Sou Egoísta, Para Nóia, Eu Quero Mesmo, Capim Guiné, Água viva, e Cachorro-Urubu.

"Pare o mundo que eu quero descer"...  Raul Seixas.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas


Abaixo uma justa homenagem ao grande, Maluco Beleza, Raul Seixas.





08 Set 2009 

Ariano Vilar Suassuna (João Pessoa, 16 de junho de 1927) é um dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.


Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, é um defensor militante da cultura do Nordeste.

Ariano nasceu em 16/06/1927, na Cidade da Paraiba (hoje João Pessoa), capital da Paraíba (Parahyba em ortografia arcaica), filho de Rita de Cássia Vilar eJoão Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna que cumpria o mandato de presidente do Estado (atualmente equivale ao cargo de governador). Este dia era dia de Corpus Christi, o que acabou por ocasionar a parada de uma procissão que parecia ocorrer devido ao dia de seu nascimento na frente do palácio do governo do Estado. Ariano viveu os primeiros anos de sua vida no Sítio Acauã, no sertão do estado da Paraíba.


Aos três anos de idade (1930), Ariano passou por um dos momentos mais complicados de sua vida com o assassinato de seu pai, João Urbano Pessoa de Vasconcellos Suassuna (1886-1930), no Rio de Janeiro, por motivos políticos, durante a Revolução de 1930, o que obrigou sua mãe, Rita de Cássia Vilar, a levar toda a família a morar na cidade de Taperoá, no Cariri paraibano.


"Que eu nao perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo
sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas".
Ariano Suassuna.



Ainda em Taperoá, Ariano teve conhecimento da morte do seu pai, que ocorreu dentro da cadeia de eventos que sucederam e estavam ligados à morte de João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, e, como produto destes acontecimentos, sua família precisou fazer várias peregrinações para diferentes cidades, a fim de fugir das represálias dos grupos políticos opositores ao seu falecido pai.


De 1933 a 1937, Ariano ainda em Taperoá, fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral."

Em 2002, Ariano Suassuna foi tema de enredo do Império Serrano, no carnaval carioca; em 2008, foi novamente tema de enredo, desta vez da escola de samba Mancha Verde no carnaval paulista.

"Arte pra mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Arte pra mim é missão, vocação e festa".
Ariano Suassuna

Em 1942, ainda criança, Ariano Suassuna muda-se para cidade de Recife, no vizinho estado de Pernambuco, onde passou a residir definitivamente. Estudou o antigo ensino ginasial no renomado Colégio Americano Batista, e o antigo colegial (ensino médio), no tradicionalíssimo Ginásio Pernambucano e, posteriormente, no Colégio Oswaldo Cruz. Posteriormente, Ariano Suassuna concluiu seu estudo superior em Direito (1950), na célebre Faculdade de Direito do Recife, e em Filosofia (1964.)


De formação calvinista e posteriormente agnóstico, converteu-se ao catolicismo, o que viria a marcar definitivamente a sua obra.

Ariano Suassuna estreou seus dons literários precocemente no dia 7 de outubro de 1945, quando o seu poema "Noturno" foi publicado em destaque no Jornal do Comercio do Recife.

Na Faculdade de Direito do Recife, conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Seguiram-se Auto de João da Cruz, de 1950, que recebeu o Prêmio Martins Pena, o aclamado Auto da Compadecida, de 1955, O Santo e a Porca - O Casamento Suspeitoso, de 1957, A Pena e a Lei, de 1959, A Farsa da Boa Preguiça, de 1960, e A Caseira e a Catarina, de 1961.


"Eu digo sempre que das tres virtudes teologais , sou fraco na fé e fraco na qualidade, só me resta a esperânça".
Ariano Suassuna.

Entre 1951 e 1952, volta a Taperoá, para curar-se de uma doença pulmonar. Lá escreveu e montou Torturas de um coração. Em seguida, retorna a Recife, onde, até 1956, dedica-se à advocacia e ao teatro. Em 1955, Auto da Compadecida o projetou em todo o país. Em 1962, o crítico teatral Sábato Magaldi diria que a peça é "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro". Sua obra mais conhecida, já foi montada exaustivamente por grupos de todo o país, além de ter sido adaptada para a televisão e para o cinema.


Em 1956, afasta-se da advocacia e se torna professor de Estética da Universidade Federal de Pernambuco, onde se aposentaria em 1994. Em 1976, defende sua tese de livre-docência, intitulada "A Onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira".


Ariano acredita que: “Você pode escrever sem erros ortográficos, mas ainda escrevendo com uma linguagem coloquial.”

Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.

Obras de Ariano Suassuna já foram traduzidas para inglês, francês, espanhol, alemão, holandês, italiano e polonês.


Em 1993, foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, cujo patrono é o escritor Afonso Olindense.


"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso".
Ariano Suassuna.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna


A seguir uma justa homenagem, com um pouco mais de Ariano Suassuna.



17 Ago 2009 

Luiz Gonzaga do Nascimento (13/12/1912, Exu (PE)
02/08/1989, Recife (PE)  

Era filho de Januário José Santos, lavrador e sanfoneiro, e de Ana Batista de Jesus, agricultora e dona de casa. Desde criança se interessou pela sanfona de oito baixos do pai, a quem ajudava tocando zabumba e cantando em festas religiosas, feiras e forrós.

Saiu de casa em 1930 para servir o exército como voluntário, mas já era conhecido como sanfoneiro. Viajou pelo Brasil como corneteiro e, de vez em quando se apresentava em festas, tocando sanfona. Deu baixa em 1939 e foi morar no Rio de Janeiro, levando sua primeira sanfona nova.

Passou a tocar nos mangues, no cais, em bares, nos cabarés da Lapa, além de se apresentar nas ruas, passando o chapéu para recolher dinheiro. Começou a participar de programas de calouros, inicialmente sem êxitos, até que, no programa de Ary Barroso, na Rádio Nacional, solou uma música sua, "Vira e mexe", e ficou em primeiro lugar. A partir de então, começou a participar de vários programas radiofônicos, inclusive gravando discos, como sanfoneiro, para outros artistas, até ser convidado para gravar como solista, em 1941.


"Mas doutor, uma esmola
à um homem que é são,
ou lhe mata de vergonha
ou vicia o cidadão."

(Luiz Gonzaga)


Prosseguiu fazendo programas de rádios, que estavam no auge e tinham artistas contratados. Trabalhou na Rádio Clube do Brasil e na Rádio Tamoio, e prosseguia gravando seus mais de 50 solos de sanfona. Em 1943, já na Rádio Nacional, passou a se vestir como vaqueiro nordestino e começou a parceria com Miguel Lima, que colocou letra em "Vira e mexe", transformando-a em "Chamego", com bastante sucesso. Nessa época, recebeu de Paulo Gracindo o apelido de Lua.

Sua pareceria com Miguel Lima decolou e várias músicas fizeram sucesso: "Dança, Mariquinha" e "Cortando Pano", "Penerô Xerém" e "Dezessete e Setecentos", agora gravadas pelo sanfoneiro e, também cantor, Luiz Lua Gonzaga. No mesmo ano, tornou-se parceiro do cearense Humberto Teixeira, com quem sedimentou o ritmo do baião, com músicas que tematizavam a cultura e os costumes nordestinos. Seus sucessos eram quase anuais: "Baião" e "Meu Pé de Serra" (1946), "Asa Branca" (1947), "Juazeiro" e "Mangaratiba" (1948) e "Paraíba" e "Baião de Dois" (1950).

Em 1945, assumiu a paternidade de Gonzaguinha, seu filho com a cantora e dançarina Odaléia. E, em 1948, casou-se com Helena das Neves. Dois anos depois, conheceu Zé Dantas, seu novo parceiro, pois Teixeira cumpria mandato de deputado estadual, afastando-se da música. Já em 1950, fizeram sucesso com "Cintura Fina" e "A Volta da Asa Branca". Nessa década, a música nordestina viveu sua fase áurea e Luiz Gonzaga virou o Rei do Baião.


"Quando oiei a terra ardendo
com a fogueira de São João

Eu perguntei, a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação" 

(Luiz Gonzaga)


Outros ritmos, como a bossa-nova, subiram ao palco, e o Rei do Baião voltou a fazer shows pelo interior, sem perder a popularidade. Zé Dantas faleceu em 1962 e o rei fez parcerias com Hervê Cordovil, João Silva e outros. "Triste Partida" (1964), de Patativa do Assaré, foi também um grande sucesso. Suas músicas começaram a ser regravadas pelos jovens cantores: Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Caetano Veloso, que o citavam como uma das influências. Durante os anos 70, fez shows no Teatro Municipal, de São Paulo e no Tereza Raquel, do Rio de Janeiro.

Nos anos 80, sua carreira tomou novo impulso. Gravou com Raimundo Fagner, Dominguinhos, Elba Ramalho, Milton Nascimento etc. Sua dupla com Gonzaguinha deu certo. Fizeram shows por todo o país com "A Vida de Viajante", passando a ser chamado de Gonzagão. Em 84, recebeu o primeiro disco de ouro com "Danado de Bom". Por esta época apresentou-se duas vezes na Europa; e começaram a surgir os livros sobre o homem simples e, por vezes, até ingênuo, que gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.

"Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras por onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei".

(Luiz Gonzaga)

FONTE: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u608.jhtm


A seguir uma justa homenagem, ao eterno Rei do Baião:






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